Superando a Morte de Michael Jackson

A psicóloga clínica Elizabeth Farr, criou um sistema terapêutico cuja função é ajudar os fãs de Michael Jackson a aceitar a perda de seu ídolo.

michaeljacksonElizabeth Farr, que é também uma fã de Michael Jackson e sofreu com sua morte, criou o sistema com o objetivo de ajudar a amenizar o sofrimento dos fãs. Baseado na abordagem terapêutica comportamental cognitiva, o sistema é chamado de “ABC”, uma referência a um dos maiores sucessos do artista.

O método é simples. Primeiro você ADMITE (Acknowledge) o que está sentindo. Depois olha para seu “sistema de crenças” (Belief system); este é o B. Então vem seus pensamentos, sua Cognição; este é o C. É fácil como o A-B-C. Quando controlamos o modo como pensamos, podemos alterar a forma como nos comportamos.

Muitos dos clientes da psicóloga expressaram dificuldades para lidar com a morte de Michael Jackson. Estavam apresentando problemas para realizar as tarefas do dia-a-dia. Então ela decidiu formatar uma abordagem terapêutica que ajudasse as pessoas a seguir com suas vidas após experimentarem a perda de alguém que significou tanto para elas.

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O Pseudocídio de Michael Jackson

As teorias conspiratórias que rondam a morte de Michael Jackson não perdem força. Foi publicado na internet um vídeo que mostra uma figura que lembra Michael Jackson saindo andando de um carro que acaba de chegar a um hospital. O vídeo se esforça para mostrar que o carro é do delegado responsável pelo caso do astro.

Por causa desta e de outras suposições surgidas desde sua morte é que Michael vem ocupando o imaginário popular ao lado de personalidades como Elvis Presley, ou do personagem Raul Cadore, da novela Caminho das Índias, que teriam forjado a própria morte para poder viver com tranquilidade, longe da estressante rotina de celebridades ou mega-empresários.

De volta ao mundo real, muitas pessoas resolvem fingir a própria morte para escapar dos próprios problemas. Na Inglaterra, uma boa parcela das pessoas que são dadas como desaparecidas – aproximadamente dois terços – não querem ser encontradas. Uma das alternativas mais adotadas neste caso pelos fujões é o que os norte-americanos chamam de pseudocídio: forjar a própria morte para começar uma nova vida, com uma nova identidade.

Alguns especialistas afirmam que o pseudocídio é uma fantasia muito comum a muitas pessoas. A ideia de deixar para trás as dificuldades que parecem insuperáveis para começar do zero parece muito mais agradável para quem se sente oprimido pela vida do que simplesmente cometer suicídio. No entanto, o pseudocídio também é realizado por pessoas que sentem que a vida que construíram não é a que desejavam ter.

O pseudocídio é uma forma bastante irresponsável e vergonhosa de resolver os próprios problemas. Tão vergonhosa que aqueles que são descobertos alegam amnésia, alegação que cedo ou tarde acaba desmentida. Além do mais, alguém sempre ficará com prejuízo. Os cobradores ficarão com o financeiro. A família, com o emocional, além do incômodo com a polícia, a justiça e a sociedade. Porque a burocracia não tem pena dos que são abandonados.