Quiz: Qual o seu Distúrbio Psiquiátrico?

Quem está cadastrado no Facebook pode se submeter a um quiz chamado Qual distúrbio psiquiátrico você tem maior propensão a desenvolver? O meu resultado saiu Obssessivo Compulsivo, ao lado de uma foto do Jack Nicholson. Quando o resultado sai Maníaco, a foto que aparece ao lado é da Maísa. Nada mais apropriado.

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A Vez do Maluco Beleza

É provável que nunca se encerre a discussão sobre o que é ser maluco e o que é ser normal. Mesmo que a psicopatologia tenha definido os limites entre sanidade e insanidade, os parâmetros utilizados não são eternos nem imutáveis. Além disso, a loucura é objeto de interesse não só da ciência médica e psicológica, mas também da arte, da filosofia, da antropologia e da sociologia, o que torna o assunto ainda mais diverso.

raulseixasNa boca do povo, ser louco é um estado da mais absoluta subjetividade. Loucos são aqueles que não concordam conosco, ou que agem fora dos padrões que consideramos normais. São aqueles que fazem extravagâncias em nome de uma paixão, que conversam com seu animal de estimação, ou que colocam em perigo a vida dos outros no trânsito. Há quem diga que um pouco de loucura é necessária, eventualmente, pois existem momentos em que é preciso romper certos paradigmas no amor, no trabalho e na vida em sociedade.

Hoje faz 20 anos que morreu Raul Seixas. A letra de uma de suas canções mais famosas, Maluco Beleza, fala sobre esta mistura de normalidade e loucura, da lucidez com a maluquez, uma das marcas do comportamento do próprio artista. Raul chegou a inverter a lógica da sanidade: “a arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal”. Na música, há uma crítica ao sujeito normal, que sempre faz as mesmas coisas, da mesma maneira, num mundo caracterizado pelo que chamou de loucura real.

Ao mesmo tempo, há um elogio ao sujeito excêntrico, que rompe os padrões e as rotinas da normalidade, que se dá o direito de ser louco para seguir um caminho sem destino pré-determinado, onde têm vez a inovação, a criatividade e o deslumbramento, características muito valorizadas nos dias atuais. A loucura, quando não ultrapassa as fronteiras da psicopatologia, pode trazer sentimento de realização e contribuir em muito para os avanços da sociedade.

O Nepotismo Está no Sangue

O nepotismo está no centro da atual crise no Senado. No início de junho vieram à tona os atos secretos. Depois descobriu-se que eles serviram para nomear parentes de senadores, especialmente de José Sarney, como no caso de seu filho e de uma sobrinha. Todos sabem que o nepotismo é uma prática nociva. Além de violar o princípio da igualdade, o nepotismo ainda contribui para a ineficiência administrativa. O que leva os políticos (e o cidadão comum) a favorecer parentes e pessoas próximas, mesmo quando a lógica é contrariada e a lei impede que isto seja feito?

Segundo os princípios da Psicologia Evolucionista, o nepotismo pode ser explicado através da teoria da Kin Selection, ou Seleção pelo Parentesco. Quando um indivíduo coopera com o sucesso de seus descendentes, está influenciando o sucesso da perpetuação de seus próprios genes. É a forma que nosso material genético “encontrou” para garantir sua continuidade.

A maioria dos animais sociais apresentam este traço comportamental determinado pela lógica da seleção natural. E o ser humano também procede de acordo com esta regra. Em nossas relações sociais, buscamos favorecer sempre nossos descendentes, parentes, amigos e pessoas próximas. É isso o que faz um político, quando contrata um parente. Contudo, quando existem certas normas sociais e morais que colocam outros princípios acima da individualidade, somos obrigados a desistir deste favorecimento. É isso que não faz um político, quando contrata um parente.

A Síndrome do Cavaleiro Branco

Ajudar os outros é sempre bom. Traz uma sensação de dever cumprido, um sentimento especial de realização como ser humano. Mas como tudo na vida, isto também deve ter certos limites. Existem pessoas que se sentem a todo momento atraídas por pessoas necessitadas. Vivem tentando dar conselhos, mesmo quando não lhes é perguntado. Parecem querem salvar os outros de si mesmos. Por fim, acabam se envolvendo demais nos problemas alheios.

Segundo as psicólogas Mary Lamia e Marilyn Krieger, as pessoas que se encaixam neste perfil sofrem do que elas chamam de Síndrome do Cavaleiro Branco. No mundo dos negócios, uma empresa que tenta ajudar outra empresa é chamada de White Knight, traduzido como cavaleiro branco. Mas o termo se refere ao Cavaleiro Branco que salva a princesa em perigo, para que os dois vivam felizes para sempre.

O livro da dupla de psicólogas trata de relacionamentos e mostra que os Cavaleiros Brancos (ou Amazonas Brancas) da vida real dificilmente encontram finais felizes. Pensam que estão numa luta contra os “dragões” de seus parceiros, mas na verdade são seus próprios “dragões” que eles estão tentando matar. A obra se chama Rescuing Yourself from Your Need to Rescue Others (Salvando a Si Mesmo da Necessidade de Salvar os Outros).

Um Cavaleiro Branco está sempre à procura de um parceiro que esteja carente ou vulnerável. As autoras o classificam em três subtipos: o empático, que tem medo da separação e é guiado por sentimentos de culpa; o constrangido, que é vulnerável e teme o abandono; e o ameaçado, que é assustado, inseguro e muito ciumento.

Quando os Pais Fogem de Casa

Enquanto apenas os adolescentes fogem de casa, tudo parece ser muito normal. É nessa idade que começam os atritos mais intensos entre pais e filhos, já que novas cabeças pensantes começam a buscar espaço na família. Mas quando são os pais que começam a fugir de casa, algo de muito estranho pode estar acontecendo.

A comunidade do estado norte-americano de Utah está tomada pela estranheza diante do número crescente de pais que estão abandonando suas famílias. A polícia está praticamente impotente diante da situação. Não há recursos suficientes para atender a tantos pedidos de busca por desaparecidos. Psicoterapeutas locais também estão assustados. Como nunca houve tantos sumiços, estão tendo que ajudar filhos e cônjuges abandonados a lidar com a frustração e a raiva.

Os que somem não são abduzidos por extraterrestres e nem arrebatados pelas forças divinas. As fugas estão sendo motivadas pela crise financeira. As dívidas crescentes e a perda do emprego geram sentimentos difíceis de enfrentar: a vergonha e a culpa. Não bastasse esta situação terrível em meio a tempos difíceis provocados pelo declínio da economia, há registro no aumento dos índices de violência doméstica.

Fazer Exercício Emagrece?

Algumas pessoas querem perder peso, mas detestam fazer exercício para isso. Diante da aparente relação inversamente proporcional entre esfoço físico e gordura corporal, é até mesmo normal que se sintam culpadas. Até que ponto a atividade física contribui efetivamente para o emagrecimento, e a partir de quando ela resulta em ganho de peso?

Muitas pesquisas feitas sobre obesidade têm mostrado que a relevância da atividade física para a perda de peso tem sido superestimada. Não há dúvida que o exercício físico faz bem à saúde. Por diversos motivos; consulte um médico ou um nutricionista. Contudo, o psicólogo Kelly Brownell, pesquisador da Universidade de Yale, conduziu um experimento com pacientes obesos, e descobriu que não são os exercícios que levam à perda de peso no longo prazo. Ao invés de focar na atividade física, Brownell prefere exaltar o papel da alimentação no processo de emagrecimento.

É óbvio que não adianta exercitar o corpo como um maníaco, para depois comer como um maníaco. O caso pode ser ilustrado de forma bem prática: uma garrafa de Gatorade contém cento e poucas calorias. Após uma caminhada de uns 20 minutos, quando perdemos aproximadamente esta quantidade de energia, é natural que o corpo esteja quente e haja sede. A garrafa é esvaziada em poucos segundos. Se o objetivo era perder peso, era melhor ter ficado em casa, tricotando no sofá ou jogando playstation.