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A Síndrome do Cavaleiro Branco


Ajudar os outros é sempre bom. Traz uma sensação de dever cumprido, um sentimento especial de realização como ser humano. Mas como tudo na vida, isto também deve ter certos limites. Existem pessoas que se sentem a todo momento atraídas por pessoas necessitadas. Vivem tentando dar conselhos, mesmo quando não lhes é perguntado. Parecem querem salvar os outros de si mesmos. Por fim, acabam se envolvendo demais nos problemas alheios.

Segundo as psicólogas Mary Lamia e Marilyn Krieger, as pessoas que se encaixam neste perfil sofrem do que elas chamam de Síndrome do Cavaleiro Branco. No mundo dos negócios, uma empresa que tenta ajudar outra empresa é chamada de White Knight, traduzido como cavaleiro branco. Mas o termo se refere ao Cavaleiro Branco que salva a princesa em perigo, para que os dois vivam felizes para sempre.

O livro da dupla de psicólogas trata de relacionamentos e mostra que os Cavaleiros Brancos (ou Amazonas Brancas) da vida real dificilmente encontram finais felizes. Pensam que estão numa luta contra os “dragões” de seus parceiros, mas na verdade são seus próprios “dragões” que eles estão tentando matar. A obra se chama Rescuing Yourself from Your Need to Rescue Others (Salvando a Si Mesmo da Necessidade de Salvar os Outros).

Um Cavaleiro Branco está sempre à procura de um parceiro que esteja carente ou vulnerável. As autoras o classificam em três subtipos: o empático, que tem medo da separação e é guiado por sentimentos de culpa; o constrangido, que é vulnerável e teme o abandono; e o ameaçado, que é assustado, inseguro e muito ciumento.

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5 pensamentos sobre “A Síndrome do Cavaleiro Branco

  1. fala Giordano, sou o tipico sofredor da sindrome do cavaleiro branco…qual a moral da estória além de eu sempre me dar mal no fina??? peo menos posso ficar com a princesa por um longo tempo?

  2. Para o sofredor da síndrome do cavaleiro branco, o objetivo sempre é ficar com a princesa; o problema está na escolha da “princesa”. Ela é normalmente uma pessoa ou uma situação que necessita de ajuda, o que faz o “cavaleiro branco” se sentir importante. Esta sensação é o que move o “portador” desta síndrome a buscar suprir as carências alheias.

    O sofrimento do cavaleiro branco vem quando a carência é suprida, fazendo desaparecer aquilo que o tornava importante e necessário. A tendência é buscar outra “princesa” que esteja em perigo.

  3. acredito que quem sente a vontade de suprir uma necessidade alheia ,ou fazer algo de bom para alguem ,sendo que isto não lhe prejudique. Pelo contrario lhe faz confiante a seguir em frente, realmente não é para ser entendido por todos. Mas respeito e velo muita honestidade nos comentarios e gostaria de saber mais e deixo uma pergunta; a vontade de ajudar é igual a de ser reconhecido pela ajuda no caso da sindrome do cavaleiro branco ,ou são destintas consequencias prazeirosas de um ser humano absolutamente normal?

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